sábado, 17 de agosto de 2013

Disputa “Velharia”- Morro dos Ventos Uivantes x Diário de Anne Frank.

Diferente das comparações anteriores, nesta somente darei as notas e divulgarei o filme vencedor no fim do texto, mas se você quiser se adiantar... Fique à vontade! “O Morro dos Ventos Uivantes”, a respeito deste filme começo por dizer que a história é pobre, não tem um grande roteiro, cheio de clichês e até há “plágio de ideias” (há mais do que um simples “quê” de “O Conde de Monte Cristo”). Mas o todo da obra, como esta se apresenta ao que lhe assiste, a forma como se realizou, seu produto final, é um dos mais emocionantes, exagerados, apaixonados, “suspiradores” filmes que já tive contato, e esse mesmo clichê de que falei anteriormente é o que faz “tocar o âmago” daquele que o assiste, pois põe em nossa mente sentimentos que até tememos ter, mas com os quais sonhamos em nossos momentos mais românticos, aquele amor... sem limites e sem tamanho, aquela dor... que marca uma vida inteira. Talvez seja um mérito a história ser simplória, tendo então toda sua intenção voltada a impactar e lacrimejar os olhos que lhe contemplam, pois assim aquele que assiste não tem de pensar sobre a trama, mas vive-la, se colocar nela. Quanto ao Plágio... amar é se repetir inúmeras vezes, ou estou errado? Diário de Anne Frank, também nada de excepcional, temos a história de um grupo de Judeus que se escondem num sótão Holanda e convivem. Pessoas que estão a se esconder ou que passam por crise de convivência é algo a que já estamos acostumados, mas temos neste filme grandes personagens, e é isso que faz dele especial. Tudo bem, a trama também é interessante, “e ai, será que eles serão descobertos? será que morrerão de fome?” Todos os personagens são ricos em si, e mostram suas alternâncias ao longo do filme, ou seja, sua grande humanidade. É um filme que mostra uma fantástica riqueza humana. É um filme interessantíssimo o que faz muita gente querer ler o livro após assistir ao filme, magnífico realmente. Pronto, vamos às notas: Morro dos Ventos Uivantes (8,4) – Diário de Anne Frank (8,7), e o vencedor é o “Morro dos Ventos Uivantes”. ????

Crime e Castigo (8,2) e Assalto ao Banco Central (6,2)

Comecemos pelo melhor, “Crime e Castigo” de 1983, baseado na obra de mesmo nome, é um filme que realmente vale a pena ser assistindo e que faz justiça ao Livro de Dostoievski , que é um dos maiores e melhores clássicos da literatura mundial. O filme é até certo ponto bem produzido, retrata bem os espaços, locais, mas, para ser honesto, poderia ter mandado melhor na fotografia, tanto dos locais (que passavam muito rápido, o que nos faz não termos as mesmas sensações de quando lemos o livro) como também para relevar a situação “realmente desconfortável e asquerosa” em que Ródia vivia, como é feito no livro. Mas preferiu o Diretor centrar-se, e de maneira muito competente, na trama dos personagens e na falência psíquica de “Ródia”. O Livro é superior, como é o normal que o seja, mas o filme merece efusivos elogios, competentíssimo ao que se propôs, embora pudesse ter sido mais ambicioso... Essa crítica final nada mais é do que um elogio, pois só se pode exigir de quem pode dar. Assalto ao Banco Central, filme nacional, uma mistura de filme de Ação, “Aventura Policial”, embora seja carregado de humor do início ao final. Seus personagens são extremamente caricaturados, o que não é um mal, mas empobrece se não o for de maneira milimétrica e concatenada, como era feito em alguns dos filmes da década de 50/60 (um exemplo, o filme “Nunca fui Santa”). A história é fraca, mas interessante, ao menos prende bem a atenção do público. Suas cenas de Ação careceram de maior continuidade, não consegui ficar “aflito” para “ver” ao desenrolar, preso a algum suspense. É mais um filme “água com açúcar” que você assiste para passar o tempo ou para simplesmente superá-lo ao dizer “pronto, já assisti”.