domingo, 2 de junho de 2013

Pulp Fiction – Nota 7.6 - Embora seja um clássico

O vi neste final de semana... vamos lá! O filme trata de uma série de histórias envolvendo as ações criminosas do grupo do mafioso “Marsellus“. Tais histórias não se desenvolvem num tempo cronológico ordenado, é um verdadeiro vai e volta (presente, passado, e pretérito-mais-que-perfeito) o que confunde alguns, mas se você já estiver acostumado, irá levar numa boa. Esse filme é um clássico, principalmente para o pessoal da minha geração (25-30), entendo e há razões para os que entendem assim. O que define um clássico é a sua capacidade de ser uma excelência em algum dos aspectos que envolvem o cinema, ou ter trazido algo de novo, seja em termos técnicos ou em perspectiva e ai pergunto, o que Pulp Fiction nós trouxe. Vejamos a opinião que encontrei na net: “Quentin Tarantino abalou a Sétima Arte com este genial filme neo-noir, o sucessor da sua obra inaugural “Reservoir Dogs”. “Pulp Fiction” transcende o mundano, e surpreende com a sua originalidade. É criativo, irónico, brutal, engraçado, “cool”, profundo e desarma com a íntima doçura da relação entre Butch e Fabienne. “Pulp Fiction” combina exaustão com excitação. Entre os tiroteios, banhos de sangue e outras violentas confrontações, vislumbram-se igualmente explorações das múltiplas facetas da experiência humana, incluindo renascimento e redenção. Ao dissecar o filme, somos conduzidos a algo profundo e rico, pois “Pulp Fiction” é uma Obra-Prima, a superior obra da década de 90 e um dos mais valiosos baluartes da Sétima Arte.”. Tem um monte ai em cima do que chamo de “impressões pessoais”, realmente é um filme riquíssimo de elementos, mas em minha opinião raso, e cliché de uma forma bem negativa. Eu até “gosto” do clichê, mas nesse filme vejo muito de um cliché estúpido, diria que Quentin é um gênio que só lê revistas em quadrinhos. Putz, o personagem de Samuel L. Jackson, o capanga “Jules Winnfield“ é uma figura boba e sofrível, embora carregue em si o filme nas costas. Certo, devo reconhecer que talvez a intenção do Quentin seja mostrar a vida como ela é, ou seja, a singularidade em nada conflita com a mediocridade. Acho esse filme tirado de num papo de parada de ônibus, psicologia e filosofia de botequins, mas é legal, reconheço.

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