sábado, 29 de junho de 2013

Duelo de Western's - Appaloosa x Os Imperdoáveis

Appaloosa (6,9) Ótimo filme de Western, que conta a história de dois pistoleiros contratados para cuidar da cidade de Appaloosa, personagens vividos pelo ótimo Virgil Cole (Ed Harris) e o sólido Everett Hitch (Viggo Mortensen). Considero o filme como ótimo até o momento que surge a personagem Alliso French (Renée Zellweger), a partir dai vira um bom filme de Western. Embora eu tenha feito cirurgia nos olhos há pouco tempo eu não deixei de perceber que esta personagem, bem interpretada pela Renée, a quem não tenho muita simpatia, dá um tom todo diferenciado a esse Western, transformando o protagonista, homem rude, de breves e imprecisas palavras, num sujeito que olha para os adultérios de sua amada com “parcimônia”. É uma quebra, interessante, mas não gostei do sabor de “água com açúcar” misturado com areia do deserto. Bom filme, 6,9 tá de bom tamanho. Os Imperdoáveis (9,0) Sei que fui pouco generoso com o filme anterior, pois este é um Clássico do Western, temos Clint EastWood, Morgan Freeman, Gene Hackman... uau!! A comparação terminaria aqui, mas vamos falar do filme: “Clint” e “Morgan” seriam dois assassinos aposentados, "Clint" de uma fama perversa, que participam de um “último trabalho” a fim de fazer justiça a uma prostituta mutilada. Gene Hackman era o Xerife da cidade onde o crime ocorreu, conhecido por ser duro com os forasteiros que descumpriam as regras de sua cidade, homem já afamado por isso, inclusive. O desenrolar da história nos leva a várias indagações, por exemplo, se realmente podemos mudar ou o dom que temos nos impele a sempre nos repetimos; o que é a justiça e o que esta teria haver com as decisões que tomamos, ou seja, o quanto morais nos seriamos para julgar o que é justo e o que não é; há justiça neste mundo ou ela é simplesmente feita por quem tem a melhor arma? Filme magnífico, lento por ser um vinho de degustação e não para embebedar. Nota 9.0.

domingo, 9 de junho de 2013

Curtinhas do Dia

Quando não temos tempo para nada... é ai que temos tempo pra tudo... //// "Ah demônio louco vc me faz rir com suas epifanias... tens o pior dos trabalhos... preferiria ter mais pés esfolados do que uma centopeia... a ter de enfrentar-me doente faça lua ou faça sol..." Escritor Mercenário para um "Promoter familiar" do Governo Rosalba... (babão) ///// "... é como uma bola de ferro..., pesa-me os pés, de passos duros, doloridos, mancos, incertos, é desses pesos que há quando se age contra o coração" ... Conto... Escritor Mercenário, Chê. ////// Cabeça vazia oficina do diabo, cabeça cheia parque de diabruras. ////// Enquanto alguns procuram Ela no fundo de um copo, outros a procuram nas costas das pálpebras... e a ressaca será a mesma! ///// Mais um problema para o bicho homem: é abrir mão do que não é seu, mas que lhe é inestimável. ////// Queria eu que a vida fosse mais honesta ... que não vivêssemos neste falso u(m)niverso...

Se beber, não case (5,8) - A Última casa (6,3)

Como não são dois filmes de muito destaque, ponho-os na mesma cesta textual... Porque "Se beber não case" merece uma nota tão baixa? Na verdade a nota não é baixa, a nota média aqui é 5,00, não estamos mais no colégio. A construção da história é boa, embora exista abusos (o que são abusos? É quando se força a barra para encaixar algo num contexto)... o que é bem comum das comédia, é um filme legal que indico para levar uma paquera para assistir e quebrar aquele clima "de não me toque" tão comum nos primeiros encontros... Já para assistir em família é um saco, pois chegará uma hora em que você não irá querer mais rir e verá todo mundo rindo e se dará conta "de que merda estão rindo", o que ocasionará um profundo desencanto... "A Última Casa" é um triller de terror bem interessante, vale notar o "ritmo" de sustos presentes neste filme, fazia tempo que não era pego "no pulo" por um filme. A história central é boa, mas não sei porque a história não consegue ser envolvente, talvez porque a construção do contexto do filme não seja das mais interessantes... acho que a equipe de apoio (coadjuvantes) não ajudaram a dar uma cara melhor ao filme, sendo personagens exageradamente clichês, enquanto que os personagens da trama central da história conseguiam transmitir uma história bem atrativa... achei que o filme ficou num misto de "terror trash", e "terror suspense", mas tal mistura não foi positiva.

domingo, 2 de junho de 2013

Pulp Fiction – Nota 7.6 - Embora seja um clássico

O vi neste final de semana... vamos lá! O filme trata de uma série de histórias envolvendo as ações criminosas do grupo do mafioso “Marsellus“. Tais histórias não se desenvolvem num tempo cronológico ordenado, é um verdadeiro vai e volta (presente, passado, e pretérito-mais-que-perfeito) o que confunde alguns, mas se você já estiver acostumado, irá levar numa boa. Esse filme é um clássico, principalmente para o pessoal da minha geração (25-30), entendo e há razões para os que entendem assim. O que define um clássico é a sua capacidade de ser uma excelência em algum dos aspectos que envolvem o cinema, ou ter trazido algo de novo, seja em termos técnicos ou em perspectiva e ai pergunto, o que Pulp Fiction nós trouxe. Vejamos a opinião que encontrei na net: “Quentin Tarantino abalou a Sétima Arte com este genial filme neo-noir, o sucessor da sua obra inaugural “Reservoir Dogs”. “Pulp Fiction” transcende o mundano, e surpreende com a sua originalidade. É criativo, irónico, brutal, engraçado, “cool”, profundo e desarma com a íntima doçura da relação entre Butch e Fabienne. “Pulp Fiction” combina exaustão com excitação. Entre os tiroteios, banhos de sangue e outras violentas confrontações, vislumbram-se igualmente explorações das múltiplas facetas da experiência humana, incluindo renascimento e redenção. Ao dissecar o filme, somos conduzidos a algo profundo e rico, pois “Pulp Fiction” é uma Obra-Prima, a superior obra da década de 90 e um dos mais valiosos baluartes da Sétima Arte.”. Tem um monte ai em cima do que chamo de “impressões pessoais”, realmente é um filme riquíssimo de elementos, mas em minha opinião raso, e cliché de uma forma bem negativa. Eu até “gosto” do clichê, mas nesse filme vejo muito de um cliché estúpido, diria que Quentin é um gênio que só lê revistas em quadrinhos. Putz, o personagem de Samuel L. Jackson, o capanga “Jules Winnfield“ é uma figura boba e sofrível, embora carregue em si o filme nas costas. Certo, devo reconhecer que talvez a intenção do Quentin seja mostrar a vida como ela é, ou seja, a singularidade em nada conflita com a mediocridade. Acho esse filme tirado de num papo de parada de ônibus, psicologia e filosofia de botequins, mas é legal, reconheço.